Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3) desenvolveram uma nova tecnologia chamada GlioBrain-Plate, uma solução inovadora para triagem pré-clínica de terapias contra tumores cerebrais. Esta tecnologia permite testar novos tratamentos de forma mais eficaz e rápida, ajudando a reduzir os custos e os riscos associados aos ensaios clínicos. O GlioBrain-Plate foi criado em laboratório e tem a capacidade de reproduzir o tumor cerebral junto com a barreira que protege o órgão, permitindo que os cientistas verifiquem se um medicamento consegue atingir o tumor e quais são os mais eficazes. A invenção recebeu o primeiro lugar na edição 2026 do programa BIP Acceleration da Universidade do Porto, que ajuda a transformar projetos de investigação em negócios.
As investigadoras Cláudia Martins, Cecília Ferreira, Ana Olival, Diana Ribeiro e Bárbara Macedo afirmam que essa conquista é um reconhecimento importante do trabalho desenvolvido até agora, que inclui a gestão da propriedade intelectual e o desenvolvimento de um modelo de serviço para colaborar com empresas farmacêuticas. O GlioBrain-Plate tem o potencial de revolucionar o campo das terapias para tumores cerebrais, concentrando recursos nas alternativas mais promissoras e acelerando o avanço de novos tratamentos.
Além do GlioBrain-Plate, outros projetos também foram premiados na competição. O CARGO, um robô desenvolvido pelo INESC TEC, ficou em segundo lugar. Este robô visa automatizar o descarregamento de contentores em armazéns, tornando o processo mais seguro e menos exigente fisicamente para os trabalhadores. Por fim, o projeto MyGene, que oferece suporte a famílias com risco de câncer hereditário, conquistou o terceiro lugar, destacando-se por sua abordagem no auxílio e na educação sobre os riscos genéticos. O evento foi marcado por uma forte participação e um júri que reconheceu o potencial das soluções apresentadas.
Origem: Universidade do Porto





