A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle de Doenças em África (África CDC) relataram um aumento significativo no número de diagnósticos de ébola, atribuindo esse crescimento a uma expansão substancial na capacidade de testagem e no rastreio de contatos nas áreas afetadas. Apesar dos desafios logísticos enfrentados em um território vasto, as estratégias implementadas estão começando a mostrar resultados positivos.
Até a última segunda-feira, foram confirmados 550 casos e 101 mortes relacionadas ao surto, com 19 pacientes já recuperados, graças à identificação e tratamento precoce da doença. As autoridades congolezas estão implementando uma resposta unificada sob o princípio de “Uma Só Resposta” para interromper a transmissão do vírus.
A OMS também mobilizou mais de 100 profissionais, incluindo epidemiologistas e especialistas em logística, para apoiar as operações no terreno. Além de pessoal especializado, foram enviadas 40 toneladas de equipamentos e suprimentos médicos essenciais para garantir a segurança dos trabalhadores da saúde e fortalecer os laboratórios.
Uma das principais inovações no combate ao surto é a descentralização dos testes. Laboratórios de campanha foram instalados nas áreas mais afetadas, permitindo que os casos suspeitos sejam testados e processados dentro de 24 horas. Um sistema de dados moderno foi implantado para registrar todo o percurso das amostras, superando as limitações da conectividade local.
Atualmente, 5.040 contatos estão sob vigilância nas províncias de Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. A OMS busca aumentar a taxa de rastreamento de contatos, que atualmente varia entre 62% e 64,4%, com a meta de atingir pelo menos 90%. Para tanto, a confiança da comunidade é fundamental, e estreitar laços com os agentes de saúde locais é uma estratégia fundamental na identificação de casos.
Enquanto isso, no Uganda, 19 casos foram confirmados, incluindo duas mortes. A OMS mantém uma presença proativa na região, com o objetivo de prevenir a disseminação do vírus para países vizinhos, como o Quênia. Um apelo foi feito para a arrecadação de US$ 518 milhões para financiar as operações de resposta e garantir uma abordagem rápida e coordenada para conter este surto de ébola, que as autoridades consideram uma “ameaça real que se sabe como parar.”
Origem: Nações Unidas





