A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre o preocupante aumento dos incêndios florestais na Europa, com especial destaque para Portugal e Espanha, onde os registros de queimadas ultrapassaram 100% em comparação ao mesmo período de 2022. Entre janeiro e julho deste ano, estima-se que 2,2 milhões de hectares foram consumidos pelas chamas, marcando um aumento de 57% em relação aos últimos quatro anos. A situação crítica levou a Espanha a declarar estado de emergência nacional, enquanto na França, aproximadamente 40 mil pessoas, principalmente turistas, foram evacuadas da Península de Cap Ferret devido a um incêndio na Bacia de Arcachon.
Hans Henri Kluge, diretor-regional da OMS para a Europa, ressaltou que os incêndios não apenas destroem propriedades e geram evacuações, mas também colocam sérias pressões sobre os serviços de saúde e podem resultar em mortes. Ele enfatizou que a fumaça dos incêndios pode viajar longas distâncias, agravando doenças respiratórias e cardiovasculares, além de impactar a saúde mental, especialmente de grupos vulneráveis como crianças, gestantes e idosos.
Para mitigar os riscos à saúde, a OMS recomenda que as pessoas que residem ou estão em áreas afetadas sigam as orientações das autoridades e evitem locais com fumaça. A utilização de máscaras adequadas é aconselhada para aqueles que precisam sair de casa. Também é fundamental que os governos forneçam alertas e informações claras sobre a qualidade do ar e as condições meteorológicas, além de garantir acesso a cuidados de saúde.
A OMS está colaborando com países europeus para desenvolver estratégias que aumentem a resiliência dos sistemas de saúde frente a esses desastres, à medida que as mudanças climáticas intensificam a frequência e a gravidade dos incêndios florestais. Para a população, foi divulgada uma série de orientações práticas sobre como se proteger durante as crises, incluindo a permanência em ambientes fechados e a utilização de ar condicionado para evitar a exposição à fumaça.
A organização destaca a importância de permanecer informado por meio de fontes oficiais e de estar atento a sintomas de saúde que possam surgir durante esse período difícil. Em caso de queimaduras ou dificuldades respiratórias, o atendimento médico deve ser buscado imediatamente, garantindo apoio especial às populações mais vulneráveis.
Origem: Nações Unidas



