Com a Copa do Mundo de Futebol se aproximando, o diretor regional da OMS para a Europa, Henri Kluge, abordou preocupações sobre a segurança das centenas de milhares de torcedores que viajarão para o Canadá, México e Estados Unidos entre 11 de junho e 19 de julho. Em declarações recentes, Kluge afirmou que não há casos ativos de ebola nos países anfitriões ou na região europeia, aliviando assim as ansiedades dos fãs do esporte.
Kluge reiterou que, apesar da atual segurança em relação ao ebola, é essencial permanecer vigilante durante grandes eventos que congregam grandes multidões. Ele enfatizou a importância de identificar sintomas da doença, como febre e vômitos, especialmente entre viajantes que vêm de áreas de risco como a República Democrática do Congo ou Uganda. A OMS recomenda que qualquer pessoa que apresente esses sintomas dentro de um período de três semanas após uma viagem a estas regiões deve procurar assistência médica imediatamente.
Além disso, a OMS tem implementado verificações de saúde em fronteiras e locais de eventos para garantir a segurança de todos os participantes. Kluge também abordou a necessidade de combater o estigma associado ao ebola, que pode levar a discriminações injustas contra indivíduos de comunidades afetadas. Ele reafirmou que a infecção requer contato direto com fluidos corporais de uma pessoa doente e que aqueles que estão aparentemente saudáveis não representam risco de transmissão.
A mensagem clara da OMS é que, enquanto o cuidado deve ser mantido, o estigma não deve impedir que as pessoas busquem atendimento médico ou se sintam seguras ao participar de eventos internacionais. Kluge finalizou suas declarações ressaltando a importância da solidariedade e do respeito às comunidades afetadas, visando uma abordagem informada e humanitária no combate à doença.
Origem: Nações Unidas






