No último dia 24 de junho, uma audição parlamentar realizada na Assembleia da República reuniu representantes da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD), da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) e autoridades locais, com o objetivo de debater as condições para a abertura do Mestrado Integrado em Medicina. A Ordem dos Médicos, apesar de convocada, não esteve presente.
Durante a sessão, o Reitor da UTAD, Jorge Ventura, ressaltou a colaboração estreita com a ULSTMAD e o investimento significativo de mais de dois milhões de euros já realizado para garantir a infraestrutura necessária ao curso, que está previsto para iniciar em setembro. Ventura mencionou que três salas já estão equipadas e uma está sendo montada para incluir tecnologias de realidade virtual e aumentada.
A Vice-reitora Carla Amaral enfatizou a disposição da universidade em incluir a Ordem dos Médicos no processo organizacional do curso e destacou que os primeiros dois anos de funcionamento do Mestrado serão financiados pela UITD e ULSTMAD, assegurando que o curso comece com todas as condições ideais.
Sara Mota, presidente da ULSTMAD, argumentou que a criação do curso é crucial para promover a coesão territorial e combater desigualdades históricas no acesso a cuidados de saúde em Portugal. Ela pediu um compromisso político e investimentos sustentados para garantir uma formação médica de excelência no interior do país.
João Sàágua, presidente da A3ES, fez esclarecimentos sobre o modelo de acreditação e o papel das ordens profissionais no processo, afirmando que a Ordem dos Médicos foi ouvida, mas seus pareceres não são vinculativos na decisão da acreditação dos cursos. Ele explicou ainda que a acreditação condicional por dois anos permitirá uma avaliação contínua da qualidade do curso.
Os participantes da audição, incluindo autoridades locais e representantes de partidos políticos, expressaram um consenso em torno da importância do novo curso para o desenvolvimento regional e a fixação de profissionais de saúde, especialmente em áreas menos favorecidas. O Mestrado Integrado em Medicina da UTAD está programado para o ano letivo de 2026/2027 e oferecerá 40 vagas.
Origem: UTAD





