A Torre Mohammed VI, inaugurada recentemente em Rabat, destaca-se como um dos projetos arquitetônicos mais ambiciosos da África, prometendo redefinir o horizonte da capital marroquina e da vizinha cidade de Salé. Com 55 andares e mais de 100.000 metros quadrados de área construída, a torre não é apenas uma das mais altas do continente, mas também simboliza a modernização de Marrocos. O projeto, liderado pelo empresário Othman Benjelloun e desenvolvido pela O Tower, levou cerca de oito anos para ser concluído, envolveu especialistas internacionais e locais e representa um marco em termos de complexidade técnica.
Idealizado pelo atelier Rafael de La-Hoz Arquitectos, em colaboração com o arquiteto marroquino Hakim Benjelloun, o desenho da torre foi inspirado pela exploração espacial, apresentando uma silhueta que remete a um foguete prestes a ser lançado. Esta representação artística do progresso busca posicionar o edifício como um ícone da evolução econômica e da infraestrutura do Marrocos contemporâneo. Além disso, a Torre Mohammed VI integra uma variedade de funções, incluindo escritórios, residências, um hotel de luxo Waldorf Astoria no 29º andar e espaços culturais que promovem o patrimônio local e a história da astronomia.
Do ponto de vista construtivo, o projeto foi realizado por um consórcio internacional que priorizou a sustentabilidade, incorporando painéis fotovoltaicos na fachada da torre. Os interiores, projetados por Pierre-Yves Rochon, equilibram luxo contemporâneo e tradição marroquina, enquanto um percurso expositivo que inclui 7.000 obras de mais de 140 artistas valoriza o patrimônio artístico da região. Inserida em um plano de requalificação do vale do Bouregreg, a Torre Mohammed VI não é apenas um marco arquitetônico, mas também um impulsionador de desenvolvimento econômico, cultural e turístico para a área metropolitana de Rabat-Salé.
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