No segundo trimestre de 2026, Portugal registou um aumento significativo na renda mediana dos novos contratos de arrendamento, que atingiu 10,17 €/m2. Este valor representa um crescimento de 10,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, superando a taxa de aumento de 9,1% observada no trimestre anterior. Um total de 35.407 novos contratos de arrendamento foram celebrados, o que representa um leve incremento de 0,4% em relação ao segundo trimestre de 2025.
A análise por sub-regiões NUTS III revela que todos os segmentos registaram aumentos nas rendas medianas. A Grande Lisboa continua a ser a área com as rendas mais elevadas, atingindo 15,24 €/m2, seguida pela Região Autónoma da Madeira (12,78 €/m2), Península de Setúbal (11,99 €/m2), Algarve (11,56 €/m2) e Área Metropolitana do Porto (10,83 €/m2).
Entre os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, a renda mediana também apresentou um aumento homólogo notável, com Guimarães destacando-se pela maior variação, de 20,7%. Lisboa, por outro lado, mantém a maior renda mediana a nível nacional, com 17,79 €/m2, embora tenha registado uma variação homóloga de 5,1%, inferior à média nacional. Almada foi outro município que se destacou, apresentando uma taxa de variação do número de novos contratos de arrendamento de 17,2%, superior à média nacional, sublinhando a crescente pressão sobre o mercado de arrendamento em Portugal.
Origem: Instituto Nacional de Estatística




