A economia portuguesa apresentou uma leve redução na capacidade de financiamento, que se fixou em 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2026. Esta diminuição de 0,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior reflete um ajuste na dinâmica financeira do país. Apesar desse ligeiro retrocesso, o Rendimento Nacional Bruto e o Rendimento Disponível Bruto registraram um crescimento de 1,5%, impulsionado principalmente pelo aumento das remunerações e das prestações sociais.
As Famílias mostraram um comportamento misto, com o Rendimento Disponível Bruto a aumentar em 1,4% em relação ao trimestre anterior, sendo que as remunerações tiveram um crescimento de 1,6%. Entretanto, o aumento da despesa de consumo final, que registrou um crescimento de 1,7%, levou a uma taxa de poupança das Famílias de 12,1%. Esta dinâmica resultou em uma capacidade de financiamento das Famílias de 4,1% do PIB, uma diminuição de 0,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, refletindo tanto a queda na poupança quanto o aumento na Formação Bruta de Capital.
Por outro lado, o saldo das Sociedades Não Financeiras evidenciou um aumento de 0,3 pontos percentuais, fixando-se em -3,0% do PIB. O Valor Acrescentado Bruto e as remunerações pagas pelas empresas cresceram 1,8% e 1,7%, e a Formação Bruta de Capital avançou 2,1%, sinalizando um leve otimismo no setor.
Nas Administrações Públicas, o saldo manteve-se positivo, com 0,5% do PIB, mantendo a mesma porcentagem do trimestre anterior. Quando considerados os valores trimestrais, o saldo das Administrações Públicas totalizou 1.325 milhões de euros, o que representa 1,6% do PIB e uma ligeira queda em comparação ao ano anterior. No entanto, as receitas e despesas totais apresentaram um crescimento significativo, aumentando 6,9% e 7,0%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado, indicando uma gestão fiscal em adaptação aos novos desafios econômicos.
Origem: Instituto Nacional de Estatística






