O fenômeno climático El Niño está se intensificando no Pacífico equatorial, de acordo com as atualizações mais recentes do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Até o dia 11 de setembro de 2026, a temperatura da superfície do oceano (SST) na região 3.4 do Pacífico apresentava um aumento médio de 1.4 ºC acima do normal, com um registro que atingiu +2.1 ºC acima da média na última semana.
Este aumento acentuado nas temperaturas da superfície do mar está ligado a mudanças significativas na circulação atmosférica, que são características de um episódio de El Niño. A Organização Meteorológica Mundial (WMO) adverte que a intensificação do fenômeno poderá aumentar os riscos de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas prolongadas e chuvas intensas, especialmente nas regiões tropicais e equatoriais.
Históricos de eventos passados indicam que anomalias de SST similares estiveram presentes durante El Niños intensos, como os ocorridos em 2015, 1997 e 1972. As projeções atuais da NOAA indicam uma probabilidade de mais de 90% de que as condições de El Niño se mantenham até o início da primavera de 2027, com uma chance de 98% de que se tornem muito fortes até o final de 2026.
Recentemente, também foi reportado que há 75% de probabilidade de que este evento alcance características recorde no final deste ano. A avaliação do fenômeno é feita com base em análises de um período de três meses, embora a NOAA monitore semanalmente as condições do fenômeno. A situação exige atenção, pois os impactos globais podem ser significativos, afetando ecossistemas e atividades humanas em diversas partes do mundo.
Origem: Instituto Português do Mar e da Atmosfera





