O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) divulgou os boletins climatológicos de março de 2026, revelando significativas variações nas condições atmosféricas em diferentes regiões do país. No território continental, o mês foi caracterizado por temperaturas acima da média, atingindo uma média de 12,99 °C, o que representa um aumento de 0,62 °C em comparação com o normal observado entre 1991 e 2020. Este março é destacado como o quinto mais quente desde o ano 2000, com uma onda de calor que começou a afetar cerca de 20% das estações meteorológicas no final do mês.
Em relação à precipitação, março foi particularmente seco, registrando apenas 42,1 mm, o que equivale a 54% do valor normal para o mês. Essa condição classifica março de 2026 como o oitavo mais seco desde 2000, com as regiões do Norte e centro do país enfrentando grande escassez hídrica.
Nos Açores, o clima foi definido como frio e seco. O IPMA identificou anomalias negativas de temperatura no ar sobre o Atlântico Nordeste, afetando não só as ilhas açorianas, mas também a Madeira e parte das Canárias. A relação entre os desvios das temperaturas e a precipitação observada reforçou a caracterização de um mês mais frio.
Contrapõe-se a esta situação o Arquipélago da Madeira, onde março teve temperaturas médias do ar abaixo do normal habitual, destacando-se as estações de Chão do Areeiro e Santana, que registraram as temperaturas mais baixas desde 2000. Em termos de precipitação, a Madeira teve valores acima da média, com a estação de Porto Santo acumulando 127,6 mm, o maior total desde 1961.
Esses dados climáticos trazem à tona as variações e tendências notáveis no clima português, impactando não apenas as condições meteorológicas, mas também a gestão de recursos hídricos nas diferentes regiões.
Origem: Instituto Português do Mar e da Atmosfera






