O secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou a notícia divulgada pelo Irã de que o Estreito de Ormuz está agora “completamente aberto” para todas as embarcações comerciais. Guterres considerou essa decisão como um “passo na direção certa”, sublinhando a necessidade de restabelecer os direitos e liberdades de navegação internacionais na região, ressaltando que todos os envolvidos devem respeitar esses princípios.
Durante a mesma ocasião, o ministro das Relações Exteriores do Irã confirmou que o Estreito permanecerá aberto a embarcações comerciais durante o período de cessar-fogo estabelecido entre Israel e Líbano. Essa notícia vem em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o bloqueio aos portos iranianos persistirá até que um acordo de paz seja alcançado.
Em um contexto mais amplo, o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, anunciou que a organização está monitorando a situação no Estreito para garantir que a reabertura proporcione segurança para a navegação de todos os tipos de embarcações. Ele destacou a importância de avaliar as condições para uma passagem segura, especialmente após a recente Cúpula sobre a Liberdade de Navegação que ocorreu em Paris, reunindo representantes de mais de 50 países.
Domínguez também alertou sobre as consequências graves do conflito em curso, com cerca de 20 mil marinheiros e quase 2 mil embarcações permanecendo retidos no Golfo Pérsico. Ele enfatizou que qualquer interrupção nas rotas comerciais não afeta apenas a segurança energética, mas também tem repercussões diretas na segurança alimentar global. O Estreito de Ormuz é crucial para o tráfego de petróleo, sendo um ponto estratégico que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.
Origem: Nações Unidas






