Uma pesquisa recente realizada por uma equipe de pesquisadores da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Porto e do RISE-Health revelou um novo indicador crucial para a saúde mental dos cuidadores informais. O estudo, que envolveu a análise de dados de 201 cuidadores familiares na região norte de Portugal, determinou que uma pontuação de 40 no Questionário de Avaliação da Sobrecarga do Cuidador Informal na sua versão reduzida (QASCI-VR) é um limiar preciso para prever o risco de ansiedade e depressão. A validação deste ponto de corte alcançou uma precisão de 82%, o que o torna uma ferramenta eficaz para a tomada de decisões clínicas.
Os resultados da pesquisa, publicada na revista BMC Public Health, destacam que mais de 40% dos cuidadores que participaram do estudo apresentavam sintomas de depressão. Este dado enfatiza a vulnerabilidade desses indivíduos, que frequentemente enfrentam o desgaste emocional decorrente dos cuidados prolongados. A pesquisa, liderada pelas docentes Teresa Martins, Maria José Peixoto e Fátima Araújo, em colaboração com Daniela França da Santa Maria Health School e Elisangela Zanatta da UDESC, evidenciou a necessidade de intervenções direcionadas aos cuidadores informais, visando promover a sua saúde e bem-estar.
A identificação precoce de sinais de exaustão emocional, facilitada por este novo parâmetro, pode ajudar os profissionais de saúde a implementarem intervenções adequadas e em tempo hábil. Esta descoberta representa um passo significativo na melhoria dos cuidados prestados a quem cuida, colmatando lacunas existentes na prática clínica e oferecendo um meio objetivo para a monitorização da saúde mental dos cuidadores.
Origem: Universidade do Porto






