Luísa Pinto, docente da licenciatura em Teatro e Artes Performativas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), foi recentemente premiada com o “Women’s Voice” pelo seu documentário intitulado Eu Queria Ser Tudo. A obra, que inclui composição e sonorização do músico Carlos Azevedo, é uma reflexão poderosa sobre as violências enfrentadas por pessoas institucionalizadas, com um enfoque particular nas experiências de mulheres internadas em manicómios durante períodos de repressão.
O prémio “Women’s Voice” é atribuído a filmes que destacam as vozes femininas, muitas vezes silenciadas, e a distinção vem acompanhada de uma residência artística e apresentação pública do trabalho. O documentário de Luísa Pinto, centrado no Brasil, expõe a dura realidade de mulheres frequentemente rotuladas como “insanas” por desafiar normas sociais, revelando a perseguição, tortura e violência sexual que sofreram.
A direção de curso da UTAD expressou felicitações a Luísa Pinto, sublinhando a importância deste reconhecimento para a valorização do trabalho artístico e científico da instituição. Formada em Estudos Artísticos pela Universidade de Coimbra, Luísa tem uma vasta experiência como encenadora, investigadora e docente, além de ser integrante do Centro de Estudos Arnaldo Araújo, na Escola Superior Artística do Porto. Ela também desenvolve um pós-doutoramento na Universidade de São Paulo e tem sido uma voz ativa na pesquisa e criação em teatro, especialmente no contexto prisional.
Luísa Pinto, que já ocupou cargos de destaque, como a direção artística do Teatro Municipal de Matosinhos, continua a contribuir significativamente para o campo das artes e a promoção da igualdade de género através da sua obra cinematográfica.
Origem: UTAD






