Especialistas da ONU alertaram que as sanções impostas pela União Europeia devido ao conflito na Ucrânia têm um impacto significativo e preocupante sobre a liberdade acadêmica. As medidas, que foram adotadas com base em regulamentos europeus, visam indivíduos associados a universidades russas, impedindo sua participação em fóruns internacionais e restringindo a publicação de trabalhos acadêmicos.
Os peritos expressaram preocupação com o efeito dessas restrições, afirmando que elas geram um clima de medo entre acadêmicos em todo o mundo, levando muitos a se autocensurarem. As sanções, destacam os especialistas, têm um impacto direto na capacidade de ensinar, pesquisar e colaborar em projetos internacionais, resultando em um espaço acadêmico cada vez mais restrito.
Além disso, as sanções têm alimentado uma cultura de intimidação, onde acadêmicos podem ser alvo de assédio ou estigmatização por suas opiniões. Os especialistas enfatizaram que tal comportamento representa uma violação dos direitos humanos, particularmente do direito à liberdade de expressão, e das obrigações dos estados em garantir a proteção da pesquisa e do ensino.
Os efeitos práticos das sanções incluem dificuldades para encontrar emprego, acesso limitado a serviços financeiros e restrições à liberdade de circulação. O grupo de especialistas independentes sublinhou que quaisquer limitações à liberdade acadêmica devem ser claramente definidas por lei, justificadas pelo interesse público e não podem comprometer os direitos sociais, econômicos e culturais dos indivíduos.
Por fim, os peritos da ONU instaram a União Europeia a rever essas medidas restritivas, reclamando por uma polêmica busca por um equilíbrio que respeite o direito à pesquisa e à educação, essencial para o avanço do conhecimento e da sociedade democrática.
Origem: Nações Unidas






