Jovens da União Económica e Monetária da África Ocidental (Uemoa) enfrentam desafios significativos ao tentarem acessar oportunidades de trabalho digno, em meio a um contexto marcado pela informalidade e desigualdades sociais profundas. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) destaca que o crescimento demográfico acelerado na região pressiona os mercados de trabalho, tornando o emprego juvenil uma prioridade central para o desenvolvimento.
Apesar do aumento observado em alguns países da região, onde o emprego assalariado registrou crescimento e a economia apresentou períodos de estabilidade, a predominância das atividades agrícolas e do trabalho autônomo continua a ser a realidade para muitos jovens. Em 2022, a taxa de emprego entre os jovens de 15 a 29 anos variou significativamente entre os países: enquanto no Togo essa relação era de 44,5%, no Níger alcançava impressionantes 79,7%. As disparidades são ainda mais acentuadas para as mulheres jovens, com taxas de emprego que variam de 22,5% no Senegal a 67,5% no Níger.
Além disso, a situação das mulheres jovens é alarmante, com taxas de jovens que não estudam, não trabalham e não recebem formação (Neet) sendo 50% superiores às masculinas em países como Benim e Guiné-Bissau. Em algumas nações, como Mali e Burkina Fasso, essa diferença ultrapassa três vezes. Tal cenário é exacerbado pelas responsabilidades familiares desproporcionais que muitas mulheres enfrentam, incluindo cuidados com crianças e tarefas domésticas.
A OIT sublinha a necessidade de abordar a alta informalidade, a baixa produtividade predominantemente agrícola e as desigualdades acentuadas nos mercados de trabalho da Uemoa. Para enfrentar essas barreiras estruturais, a agência apela por uma análise aprofundada dos desafios enfrentados pelos jovens, com o intuito de formular políticas que sejam não apenas eficazes, mas sustentáveis a longo prazo.
Origem: Nações Unidas






