Os riscos climáticos extremos têm gerado uma crescente preocupação entre os portugueses, com 87% da população considerando que esses fenômenos influenciam suas decisões imobiliárias. De acordo com uma pesquisa do Observador Cetelem, as tempestades, rajadas de vento e tornados locais foram apontados como as principais preocupações, impactando 48% dos inquiridos em relação às suas residências. Além disso, a questão do calor afeta 40% dos entrevistados, colocando Portugal entre os países mais preocupados da Europa, ao lado de França e Espanha, em relação às ondas de calor.
A pesquisa também revelou que apenas 62% dos portugueses acreditam que suas casas estão adequadamente preparadas para enfrentar fenômenos climáticos, abaixo da média europeia de 68%. A percepção de ineficiência é mais pronunciada em comparação com países como Espanha e Reino Unido, onde 73% dos residentes sentem que suas habitações estão mais bem preparadas. Surpreendentemente, apesar desta insegurança, 89% dos entrevistados afirmam que suas residências oferecem conforto.
Com o inverno se aproximando, 29% dos residentes destacam o frio como um problema significativo, superando a média europeia de 22%. A satisfação em relação ao conforto das casas durante a primavera e verão, por outro lado, é superior à média europeia, com 94% e 85% de contentamento, respectivamente. Hugo Lousada, Diretor de Marketing do Cetelem, enfatizou a necessidade de adaptação das habitações às mudanças climáticas, destacando que os imóveis atualmente devem ser avaliados não apenas pela eficiência energética, mas também pela capacidade de resistir a eventos climáticos extremos, como ondas de calor e tempestades.
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