A Câmara de Lisboa assegurou, na sua reunião de quarta-feira, a delimitação da Unidade de Execução Marvila-Beato (UEMB), uma iniciativa que busca fomentar uma nova polaridade urbana naquela região abrangente de aproximadamente 28 hectares. O projeto surge como resposta ao desafio do “efeito de seccionamento” causado pelas linhas ferroviárias que cortam a área, e pretende integrar de forma mais eficaz os diferentes tecidos urbanos adjacentes. A proposta foi redactada pelo vereador do Urbanismo, Vasco Moreira Rato, e aprovada com o apoio da maioria do executivo municpal, apesar das discordâncias expressas por outros partidos como Livre, BE e PCP.
O vereador justificou a criação da UEMB com base na manifestação de interesse da Floris Marvila, SA, que detém parcelas significativas na área e busca viabilizar sua reconversão urbana. Além de proporcionar novos espaços habitacionais, o projeto inclui a implementação de um parque verde e a melhoria das conexões territoriais, particularmente no que se refere à mobilidade suave e à ampliação da rede ciclável. Tal abordagem procura não apenas mitigar as sombras da urbanização, mas também fomentar um ambiente que acolha as funções urbanas da cidade em transformação.
Não obstante as intenções suportadas pelos membros do PS e da liderança PSD/CDS-PP/IL, a oposição expressou preocupações quanto à ênfase dada aos interesses imobiliários em detrimento do interesse público. O PCP criticou a metodologia utilizada e argumentou que a UEMB poderia contribuir para agravar desigualdades em vez de promover um desenvolvimento coeso e sustentável entre Marvila e Beato. Diante desse cenário, a Câmara Municipal já havia realizado dois períodos de discussão pública, e a resposta da comunidade revelou preocupações em relação à mobilidade, equipamentos sociais e à qualidade do espaço público, elementos que poderão influenciar a implementação do projeto nas próximas fases.
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