A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou um novo relatório que destaca uma evolução significativa nas políticas de saúde voltadas para refugiados e migrantes em várias partes do mundo. Segundo a pesquisa realizada pela OMS em conjunto com parceiros, mais de 60 dos 93 países envolvidos estão incorporando medidas específicas para atender às necessidades dessa população em suas legislações de saúde.
O relatório, intitulado “Promoção da saúde de refugiados e migrantes: monitoramento do progresso no plano de ação global da OMS”, revela que, mesmo em contextos desafiadores, os países estão se baseando em evidências científicas para formar políticas de saúde mais inclusivas. A OMS classifica esse movimento como um “progresso encorajador”, apontando que a inclusão de refugiados e migrantes nos sistemas de saúde é essencial para a construção de comunidades mais saudáveis e resilientes.
Atualmente, mais de 1 bilhão de pessoas, ou seja, uma em cada oito pessoas globalmente, vive em situação de refúgio ou migração. Apesar do notável avanço nas políticas de saúde, muitos refugiados e migrantes ainda enfrentam barreiras significativas para acessar cuidados de saúde, incluindo riscos elevados de doenças e condições de vida precárias.
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, enfatizou a importância de ver refugiados e migrantes não apenas como beneficiários, mas também como contribuintes para os sistemas de saúde, destacando que a verdadeira universalidade nas políticas de saúde só é alcançada quando todas as pessoas são atendidas. Ele argumentou que a inclusão não apenas beneficia os indivíduos, mas também fortalece o sistema de saúde como um todo.
Entretanto, o relatório também ressalta a persistência de lacunas significativas. Apenas 37% dos países coletam e divulgam dados de saúde relacionados à migração, e apenas 42% integram refugiados e migrantes em suas estratégias de preparação para emergências. Além disso, iniciativas para combater a desinformação sobre essa população ainda são insuficientes, com menos de 30% dos países implementando campanhas contra preconceitos.
Para fortalecer a resposta às necessidades de saúde de refugiados e migrantes, a OMS insta os governos e parceiros a investirem em políticas inclusivas, melhoria na coleta de dados e um engajamento mais significativo das comunidades migrantes na tomada de decisões. Em colaboração com a Organização Internacional para as Migrações e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, a OMS planeja continuar sua luta por uma abordagem baseada em direitos que garanta o acesso equitativo à saúde para todos, independentemente de sua situação migratória.
Origem: Nações Unidas





