Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) enfrentou desafios significativos, ao mesmo tempo em que celebrou avanços notáveis na saúde global. O Acordo Pandêmico da OMS foi adotado, e as novas diretrizes do Regulamento Sanitário Internacional passaram a vigorar, complementadas pela declaração política que aborda doenças não transmissíveis e saúde mental.
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, ressaltou a importância da colaboração com mais de 1,5 mil parceiros, que possibilitou alcançar mais de 32 milhões de pessoas. Contudo, a organização teve que lidar com cortes substanciais no financiamento, o que resultou em uma redução na força de trabalho e afetou outros órgãos internacionais, gerando perturbações nos serviços de saúde em várias nações.
Para contrabalançar esses desafios financeiros, a OMS tem promovido a continuidade dos serviços de saúde essenciais e incentivado a autossuficiência através de recursos internos. Uma das iniciativas em andamento é a proposta de aumento de pelo menos 50% nos preços do tabaco, álcool e bebidas açucaradas até 2035, que já está sendo aplicada em alguns países.
Em um balanço positivo, o Roteiro Global sobre Poluição do Ar e Saúde foi atualizado, e dados recentes indicam que mais de 1 bilhão de pessoas agora têm acesso a água potável, prevenindo aproximadamente 5 milhões de mortes. No entanto, o último Relatório de Monitorização Global revela que 4,6 bilhões de pessoas ainda carecem de serviços de saúde essenciais, com 2,1 bilhões enfrentando dificuldades financeiras devido a custos com saúde. A escassez de profissionais de saúde, com uma previsão de déficit de 11 milhões até 2030, também se reflete como um dos grandes obstáculos enfrentados.
Na área de vacinação, campanhas bem-sucedidas ocorreram em diversas regiões, incluindo uma que vacinou mais de 83 milhões de crianças em países do Lago Chade e outra que controlou um surto de poliomielite em Gaza após 25 anos sem registros da doença. Vários países também conseguiram eliminar doenças tropicais negligenciadas, com o Níger destacando-se ao eliminar a oncocercose.
A OMS, por meio de sua rede de apoio, assistiu mais de 25 milhões de pessoas afetadas por crises humanitárias, com operações significativas em locais como Gaza e Sudão, onde foram enviadas toneladas de suprimentos médicos. Entretanto, a organização também enfrentou um alarmante número de ataques a instituições de saúde, resultando em mortes e ferimentos de profissionais e pacientes.
Tedros Ghebreyesus terminou seu relatório pedindo apoio contínuo dos Estados-membros para garantir a sustentabilidade da OMS, enfatizando a necessidade de uma construção de um ecossistema de saúde global mais sólido e solidário. A agência está comprometida em ser mais transparente nas suas operações e em mobilizar os recursos necessários para o seu futuro, com uma esperança renovada na continuidade de sua missão vital.
Origem: Nações Unidas






