O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez sua entrada na 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira, transmitindo uma mensagem clara sobre o papel e o valor da organização. Em seu discurso, Trump enfatizou que as Nações Unidas possuem um potencial considerável, mas insistiu que isso depende de reformas significativas e da retirada de uma suposta agenda de “burocratas globalistas não eleitos”.
A soberania nacional foi um tema recorrente em suas palavras, com Trump defendendo cortes no orçamento da ONU e uma abordagem que respeite as soberanias individuais dos países. O discurso também abordou o combate ao terrorismo e reiterou a postura dos Estados Unidos contra o Irã, elogiando o Conselho de Segurança da ONU pela recente resolução que condena os ataques iranianos à navegação comercial.
Outro ponto destacado no pronunciamento foi a resolução do conflito em Gaza, que Trump apresentou como uma vitória significativa para a estabilidade regional. Agradecendo ao Conselho de Segurança pela aprovação do seu “plano de paz de 20 pontos para Gaza”, o presidente ressaltou a mobilização de quase trinta nações para arrecadar fundos vitais para a reconstrução e assistência humanitária.
Trump não poupou críticas a agências internacionais, como a Unesco e a Organização Mundial da Saúde, expressando oposição ao Tribunal Penal Internacional, pedindo que as nações se distanciassem do que chamou de “instituição fora de controle”.
Celebrando os 250 anos de independência dos Estados Unidos, o presidente afirmou que o país está mais forte do que nunca, com um crescimento econômico sem precedentes e fronteiras seguras. Ele sublinhou o papel proativo dos EUA na resolução de conflitos em diversas regiões do mundo, desde a América do Sul até a Europa Oriental.
O discurso também abordou os desafios e oportunidades que a Inteligência Artificial apresenta, com Trump rejeitando a ideia de um controle global sobre essa tecnologia. Ele propôs a noção de “Superinteligência”, argumentando que o termo “artificial” desmerece seu potencial real. Ao final, deixou um apelo à união global contra o que considerou “inimigos da humanidade”.
Origem: Nações Unidas




