A eleição para os membros não-permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biênio 2027-2028 confirmou a vitória de Portugal, que obteve uma votação expressiva ao garantir 134 votos. Juntamente com a Áustria, que recebeu 131 votos, Portugal assegurou seu assento no disputado Grupo da Europa Ocidental e Outros, enquanto a Alemanha ficou de fora da disputa.
Na nova configuração do Conselho, o Zimbabué, pelo Grupo Africano, Trindade e Tobago, pelo Grupo da América Latina e do Caribe, e o Quirguistão, pelo Grupo da Ásia-Pacífico, também foram eleitos. O Quirguistão, que teve um desempenho notável, venceu a Filipinas na quarta rodada de votação, com 142 votos contra 49.
O mandato dos novos membros começará em 1º de janeiro de 2027 e se estenderá até 31 de dezembro de 2028. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, expressou satisfação com o resultado em entrevista à ONU News, destacando o reconhecimento internacional da candidatura portuguesa fundamentada nos pilares de “Prevenção, Parceria e Proteção”. Rangel ressaltou a importância do multilateralismo e o respeito pela igualdade entre os Estados, independentemente de seu tamanho ou poder econômico.
Ele também mencionou o compromisso do país em atuar como “construtor de pontes” no cenário internacional, enfatizando que Portugal será um defensor da diversidade de representação e do direito internacional nas instâncias multilaterais. Essa eleição representa o retorno de Portugal ao Conselho de Segurança, marcando a quarta vez que o país assume um assento nesse importante órgão, especialmente em um momento de desafios geopolíticos significativos. Rangel também destacou a alegria de ver a língua portuguesa novamente representada no conselho, celebrando seu significado para milhões em todo o mundo.
Origem: Nações Unidas






