A Câmara do Porto decidiu colocar em hasta pública dois imóveis que foram adquiridos pelo anterior executivo de Rui Moreira com o intuito de ceder os direitos de superfície a duas associações para a construção de mesquitas. O presidente da autarquia, Pedro Duarte, afirmou que esta medida visa garantir que as comunidades religiosas têm a possibilidade de adquirir os terrenos, mas também permite que outras entidades interessadas possam participar no processo. Os imóveis em questão localizam-se na Rua do Pinheiro Grande, destinados ao Centro Cultural Islâmico do Porto (CCIP), e na Rua da Porta do Sol, destinados à Associação Comunidade do Bangladesh do Porto (ACBP).
Pedro Duarte enfatizou que a construção de mesquitas não é uma prioridade para a atual administração, que prefere focar em outras soluções de uso do espaço municipal, como a criação de mais áreas públicas e habitação acessível. O executivo considera que não é sua responsabilidade facilitar a edificação de mesquitas em detrimento de outras prioridades políticas. A decisão de colocar os imóveis em hasta pública pode ser vista como uma tentativa de evitar tensões na cidade, especialmente após a decisão do ex-autarca Rui Moreira de retirar propostas em torno do assunto devido à controvérsia.
Historicamente, a cidade do Porto abriga uma significativa comunidade muçulmana, e as propostas anteriormente discutidas visavam atender a essa demografia crescente. O CCIP, por exemplo, tem um papel crucial no apoio a famílias carenciadas, especialmente em meio ao aumento de refugiados. Apesar das intenções de apoiar a integração e combater a discriminação, o atual governo municipal opta por não seguir com a cedência dos terrenos para construção de mesquitas, levando a comunidade a questionar o futuro do apoio institucional em suas necessidades religiosas e sociais.
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