Os ataques russos contra a Ucrânia continuam a provocar um impacto devastador, com o número de mortes já ultrapassando 15 mil desde o início do conflito em 2022. Em resposta a essa grave crise humanitária, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, nesta terça-feira, um apelo por ajuda no valor de US$ 2,3 bilhões para o período até 2026, visando apoiar 4,1 milhões de pessoas, incluindo as mais vulneráveis da sociedade ucraniana.
O coordenador humanitário da ONU na Ucrânia, Matthias Schmale, anunciou o apelo durante um evento em Kyiv, onde enfatizou que os fundos serão direcionados, entre outras coisas, para a evacuação de pessoas em situações de perigo iminente. Schmale destacou que o trabalho realizado por suas equipes e parceiros, frequentemente na linha de frente, é essencial para salvar vidas.
As últimas semanas têm visto um aumento significativo na intensidade dos ataques, com reportagens informando que as forças russas lançaram quase 1,1 mil drones de ataque e mais de 890 bombas aéreas guiadas. Além disso, a ofensiva incluiu o disparo de pelo menos 50 mísseis, abrangendo uma variedade de tipos, e com alvos que incluem cidades como Lviv.
O novo apelo humanitário da ONU prioriza o apoio àqueles que foram deslocados e vivem em alojamentos coletivos, assim como idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Os recursos arrecadados serão utilizados para fornecer assistência humanitária urgente, que inclui alimentos, cuidados de saúde, abrigo e outras formas de apoio essencial.
Schmale também ressaltou a necessidade de financiamento para ajudar organizações da sociedade civil que atuam em resposta aos ataques, especialmente em áreas próximas à linha de frente. Entre os grupos prioritários para assistência estão os agricultores em zonas de guerra e pacientes com câncer que enfrentam dificuldades no acesso a medicamentos devido à destruição do sistema de saúde.
A emergência humanitária é agravada pelas difíceis condições climáticas, com temperaturas caindo a -15°C em algumas regiões, o que torna a situação dos civis ainda mais crítica. Schmale fez um apelo forte à comunidade internacional e aos países membros da ONU para que continuem a demonstrar solidariedade com a Ucrânia, oferecendo apoio financeiro para os esforços de ajuda humanitária. De acordo com a ONU, 2025 foi o ano mais mortal para civis desde o início do conflito, com cerca de 2,5 mil mortos e mais de 12 mil feridos.
Origem: Nações Unidas






