Os dois primeiros meses de 2026 trouxeram contrastes significativos para os mercados de escritórios em Lisboa e Porto. Enquanto a capital viu um crescimento expressivo de 55% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 17.250 metros quadrados de ocupação, a cidade do Porto manteve-se estagnada, com apenas 2.500 metros quadrados ocupados, um desempenho similar ao do ano passado. Essas conclusões foram apresentadas no relatório Office Flashpoint de fevereiro, elaborado pela consultora JLL, que também aponta a maior dimensão e liquidez do mercado lisboeta como fatores que sustentam seu crescimento.
Bernardo Vasconcelos, Head of Office Leasing da JLL, destacou a importância da disponibilidade de espaços em Lisboa, que, apesar das restrições no ‘pipeline’, ainda atende às demandas das empresas. No Porto, a escassez de produtos torna o mercado menos líquido, levando a operações que podem ficar em ‘stand-by’ quando não há ofertas que atendam às necessidades empresariais. Este cenário reflete a cautela das empresas nas decisões de investimento, especialmente em um contexto de instabilidade geopolítica que vem impactando a economia global.
No que diz respeito à procura, ainda não há indícios de um abrandamento estrutural, com uma demanda crescente por novos escritórios devido a perspectivas econômicas positivas. Entretanto, o mês de fevereiro apresentou uma desaceleração significativa, com Lisboa registrando uma queda de 28% na ocupação mensal e o Porto enfrentando uma queda acentuada de 80%. Apesar das dificuldades enfrentadas, as previsões continuam otimistas, apontando para um crescimento do ‘take-up’ em ambas as cidades nos próximos dois anos.
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