O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, expressou sua insatisfação com a forma como o Governo tem gerido a situação das candidaturas para a reconstrução de habitações após os danos causados pela depressão Kristin. Em declarações à agência Lusa, Lopes criticou o fato de as autarquias terem sido colocadas na linha de frente para lidar com os pedidos de apoio financeiro, sem que houvesse uma consulta prévia sobre a capacidade de atendimento e execução dos processos. A pressão para analisar rapidamente as milhares de candidaturas tem sido um desafio, considerando que muitas pessoas necessitam do suporte financeiro de forma urgente.
Além das dificuldades na análise dos pedidos, o autarca destacou que as exigências e formulários estão sendo modificados constantemente, o que torna o processo burocrático e aumenta a carga de trabalho para as câmaras municipais. Atualmente, Leiria possui 30% dos pedidos da região afetada, totalizando cerca de seis mil candidaturas, enquanto conta com apenas dez profissionais na área de Urbanismo para atender a demanda. Para tentar solucionar essa questão, Lopes revelou que contactou peritos e empresas, mas teve que buscar alternativas, como o envolvimento de engenheiros e alunos de cursos de engenharia civil, para acelerar a análise dos processos.
Diante da situação, a autarquia propôs acolher técnicos de outras câmaras, oferecendo alojamento e refeições, e incentivou a colaboração do ensino superior na análise de processos em andamento. Gonçalo Lopes alertou para os riscos associados à validade das candidaturas, mencionando a possibilidade de haver irregularidades que poderiam comprometer a imagem da câmara e a sua capacidade de atender a população de forma justa. O autarca enfatizou que a responsabilidade sobre os apoios deve ser gerida com seriedade para evitar erros que resultem em consequências negativas, tanto para os cidadãos quanto para a reputação do município.
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