O investimento global em ativos intangíveis superou, pela primeira vez, a marca de 10 biliões de dólares em 2025, conforme revelado na terceira edição do relatório “World Intangible Investment Highlights 2026”, publicado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e pela Luiss Business School. Em Portugal, o investimento registrado alcançou 51,6 mil milhões de dólares, representando cerca de 9,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
O relatório destaca que, entre 2020 e 2025, o investimento em ativos intangíveis cresceu a uma média de 5,5% ao ano. Em comparação, o crescimento dos ativos tangíveis foi de apenas 3,2%. Este cenário indica uma transformação significativa nas dinâmicas econômicas, com os ativos intangíveis, que incluem software, dados, pesquisa e desenvolvimento (I&D), marcas e design, ganhando cada vez mais relevância na criação de valor econômico.
Desde 2008, o investimento em ativos intangíveis tem apresentado um crescimento mais acelerado do que o dos ativos tangíveis, com os Estados Unidos, Japão e Alemanha liderando as contribuições nesse setor. Contudo, em relação à intensidade do investimento considerando o tamanho das economias, países como Suécia, Estados Unidos e França têm se destacado. A Índia, o Japão e as Filipinas apresentaram os crescimentos mais expressivos nesse campo.
No contexto português, o estudo aponta que, nos últimos dez anos, o crescimento do investimento em ativos intangíveis foi de 2,9% ao ano, inferior aos 4,6% observados em ativos tangíveis. O relatório enfatiza que, entre os ativos intangíveis, o software e as bases de dados são os que mais têm crescido, com uma taxa média de 5,3% entre 2013 e 2023.
Adicionalmente, a composição do investimento intangível em Portugal revela que o capital organizacional representa a maior parcela, contabilizando 27% do total investido em 2023. Marcas e software/ base de dados seguem na sequência, com participações de 19% e 18%, respectivamente. É importante ressaltar que 61,4% do investimento total em ativos intangíveis no país não é capturado pelas estatísticas oficiais, sublinhando a necessidade de um aprimoramento nas metodologias de coleta de dados.
Esses dados reafirmam o crescente papel do investimento em propriedade industrial como um fator crucial para a competitividade das empresas e para o crescimento econômico tanto em nível nacional quanto global.
Origem: Secretaria-Geral do Ministério da Justiça





