O líder das Nações Unidas, António Guterres, manifestou-se sobre a recente decisão da Junta Militar de Mianmar de transferir Aung San Suu Kyi, ex-primeira-ministra e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, para prisão domiciliar. Suu Kyi estava sob custódia desde fevereiro de 2021, quando um golpe militar derrubou seu governo, interrompendo um período de reformas democráticas que havia começado em 2015. Este não é o primeiro episódio de detenção para a política, que já havia passado 15 anos em prisão domiciliar antes de assumir a liderança do país.
A Junta Militar anunciou que Suu Kyi agora está em uma “residência designada”, mas sem muitos detalhes sobre as condições de sua nova situação. Guterres enfatizou a necessidade urgente de encontrar uma solução política para o país, que enfrenta crescente violência e instabilidade. Ele instou as autoridades locais a estabelecer um compromisso sincero com um diálogo inclusivo, que envolva todas as partes interessadas e que seja fundamental para restaurar a paz e a democracia em Mianmar.
O secretário-geral reiterou a importância de libertar de maneira rápida e incondicional todos os indivíduos detidos arbitrariamente, destacando a criação de um processo político crível como um passo fundamental para a estabilidade do país. Guterres também apontou que a mediação deve envolver sua enviada especial, Julie Bishop, e parceiros regionais, como a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), para construir um futuro pacífico em favor do povo birmanês.
Além disso, a situação dos direitos humanos em Mianmar continua alarmante, com relatos de tortura e maus-tratos sob custódia militar, questões que têm gerado condenação internacional e exigido respostas mais firmes das autoridades. Guterres reafirmou o compromisso da ONU em trabalhar com todas as partes para encontrar uma solução que atenda às necessidades e aspirações do povo de Mianmar.
Origem: Nações Unidas






