A exploração de petróleo em larga escala na Venezuela ganhou destaque após a captura de Nicolás Maduro por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. O novo governo americano enxerga um potencial significativo nas vastas reservas petrolíferas venezuelanas, que ultrapassam 300 bilhões de barris, colocando o país à frente de gigantes como a Arábia Saudita e o Irã. Apesar disso, a produção de petróleo na Venezuela se encontra em queda acentuada, passando de 3,5 bilhões de barris em 1997 para menos de um bilhão em 2024, devido a sanções internacionais e a uma gestão interna marcada pela corrupção.
A intenção de Trump de “gerir” a indústria petrolífera venezuelana pode atrair o interesse de empresas americanas, que foram forçadas a deixar o país há duas décadas após a nacionalização da PDVSA, a estatal do petróleo. A Chevron, no entanto, tem mantido operações limitadas ao longo dos anos. A proposta do presidente americano de revitalizar a produção elétrica bilateral é vista com ceticismo por analistas, que apontam riscos elevados e a necessidade de investimentos pesados para modernizar a infraestrutura atualmente em estado crítico.
Além das incertezas econômicas, as empresas norte-americanas enfrentariam um ambiente político volátil e desafios de segurança que podem dificultar a viabilidade de seus investimentos. Com a possibilidade de novas sanções e a recente apreensão de petroleiros, a relação entre os EUA e a Venezuela permanece frágil e complexa, levantando perguntas sobre o futuro da exploração petrolífera na região e o real interesse dos investidores americanos em um cenário tão conturbado.
Ler a história completa em Idealista Portugal





