A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um novo relatório nesta sexta-feira que revela como vários países estão progredindo na implementação de políticas de álcool fundamentadas em evidências. O documento ressalta que as lesões e mortes relacionadas ao consumo de álcool, que resultam em aproximadamente 2,6 milhões de fatalidades anualmente, são preveníveis e estão diretamente ligadas às políticas que os governos escolhem adotar.
A OMS aponta que as estratégias já conhecidas para mitigar os danos incluem a regulação de preços, controle de disponibilidade e venda, restrições à publicidade e campanhas de conscientização sobre direção sob influência, além de programas de aconselhamento sobre o uso de álcool. No entanto, a entidade enfatiza que o verdadeiro desafio reside em implementar e sustentar essas medidas ao longo do tempo.
O relatório, intitulado “Implementando o que funciona na política sobre álcool: relatório de progresso da iniciativa Safer”, será discutido em um evento virtual da OMS, no qual quatro países — Uganda, Nepal, Irlanda e Sri Lanka — compartilharão suas experiências na prática da implementação dessas políticas. Uganda, por exemplo, tem buscado integrar a política de álcool em diversos setores do governo e está introduzindo triagens e aconselhamentos nos cuidados primários de saúde.
O Nepal, por sua vez, se destaca pela mobilização da sociedade civil e do sistema judicial na aprovação de uma proibição nacional da publicidade de bebidas alcoólicas, respaldada por uma rede de monitoramento voluntário. Na Irlanda, o governo implementa uma das legislações mais abrangentes sobre álcool, beneficiando cerca de 190 mil residentes em diversas comunidades. Enquanto isso, o Sri Lanka está desenvolvendo uma plataforma nacional de implementação que combina esforços dos setores financeiro e de saúde, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O relatório também faz um balanço dos progressos realizados desde 2018 sob o Plano de Ação Global sobre o Álcool 2022–2030. O evento online será acessível a Estados-Membros, organizações da sociedade civil, pesquisadores e demais interessados em políticas de álcool e prevenção de doenças não transmissíveis, com a ressalva de que a participação é restrita a indivíduos sem conflitos de interesse relacionados às indústrias de álcool, tabaco e armamentos.
Origem: Nações Unidas




