No primeiro trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) do país apresentou uma notável variação homóloga de 2,3%, consoante revelam os dados mais recentes. Essa taxa é superior em 0,4 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, evidenciando uma recuperação econômica sustentada. O crescimento foi impulsionado principalmente pela procura interna, que viu seu contributo para a variação homóloga do PIB aumentar de 3,1 p.p. no quarto trimestre de 2025 para 4,1 p.p. neste início de 2026. Este desempenho é reflexo da aceleração tanto do investimento quanto do consumo privado.
Entretanto, a procura externa líquida teve um impacto negativo mais acentuado, contribuindo para a variação homóloga do PIB com -1,9 p.p., uma queda em relação aos -1,1 p.p. do trimestre anterior. As importações de bens e serviços aumentaram significativamente, superando a recuperação nas exportações, o que resultou em um saldo desfavorável nas balanças comerciais.
Em termos de comparação com o quarto trimestre de 2025, o PIB apresentou uma variação nula em volume. O contributo da procura externa líquida teve uma mudança drástica, que passou de +1,0 p.p. para -1,6 p.p., corroborando a tendência de crescimento das importações em relação às exportações. Por outro lado, a procura interna apresentou um desempenho positivo, contribuindo com +1,7 p.p., contrastando com o contributo negativo de -0,1 p.p. do trimestre anterior, indicando assim um aumento robusto do investimento no início do ano.
Esses resultados sugerem uma trajetória de recuperação econômica, mas também alertam para a crescente dependência das importações, que pode representar um desafio para a sustentabilidade do crescimento no futuro.
Origem: Instituto Nacional de Estatística




