O Instituto Nacional de Estatística (INE) lançou uma nova série de estatísticas sobre médicos em Portugal, que combina dados do Inquérito ao Emprego, dos Quadros de Pessoal e da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público. Essa nova abordagem permite obter estimativas mais precisas sobre os médicos em exercício, complementando as informações já existentes sobre os médicos inscritos na Ordem, e garante comparabilidade com dados de outros Estados-Membros da União Europeia. Em 2024, último ano com registros disponíveis, o país contava com 46.131 médicos em exercício, dos quais 65% eram mulheres e 32,9% tinham menos de 35 anos. Além disso, 86,8% desses profissionais atuavam como especialistas, posição que coloca Portugal entre os líderes da União Europeia.
A metodologia aplicada para os médicos está sendo expandida para incluir outras categorias de saúde, como dentistas, enfermeiros, farmacêuticos e psicólogos. Para 2025, os dados revelam um crescimento significativo no número de profissionais em todas as áreas. Na Ordem dos Médicos Dentistas, o número de membros ativos subiu para 12.796, o que representa um aumento considerável em relação aos 4.134 registrados em 2002. O rácio de dentistas por mil habitantes é de 1,12, com os números mais altos na Área Metropolitana do Porto (1,72) e em Viseu Dão Lafões (1,57).
Na Ordem dos Enfermeiros, o total de membros profissionalmente ativos alcançou 87.843, mais que o dobro de dois mil e dois, registrando um rácio de 7,7 enfermeiros por mil habitantes, que sobe para 14,4 na Região de Coimbra. Os farmacêuticos também mostraram um aumento significativo, com 17.301 membros ativos, mais que o dobro dos 7.962 registrados em 2002. O rácio de farmacêuticos por mil habitantes é de 1,5, com maiores concentrações em Coimbra e na Grande Lisboa.
Por fim, na Ordem dos Psicólogos Portugueses, foram registrados 27.838 membros, sendo 76,6% mulheres com menos de 55 anos, com 27,3% possuindo pelo menos um título de especialidade. A especialidade mais comum entre os psicólogos é a Psicologia Clínica e da Saúde, representando 65,6% dos títulos de especialidade atribuídos. Essa expansão de dados estatísticos reflete um compromisso em compreender melhor a dinâmica do setor da saúde em Portugal, possibilitando a formulação de políticas públicas mais eficazes.
Origem: Instituto Nacional de Estatística




