A AWS Expande Nuvem Soberana para Portugal
A corrida pela soberania digital na Europa ganha um novo impulso com a recente confirmação da Amazon Web Services (AWS) sobre a expansão de sua AWS European Sovereign Cloud para Portugal. A iniciativa inclui a implantação de novas “Sovereign AWS Local Zones”, desenvolvidas para atender requisitos rigorosos de residência de dados no país e oferecer baixa latência dentro da União Europeia.
Este movimento ocorre em um contexto onde governos, reguladores e empresas de setores altamente regulamentados estão aumentando suas exigências. Não se trata apenas de onde os centros de dados (CPDs) estão localizados, mas também de quem opera a infraestrutura, sob qual jurisdição, e que controles são aplicados quando os dados são sensíveis. Por isso, a AWS busca proporcionar uma alternativa “mais soberana” em comparação com suas regiões europeias tradicionais, com uma arquitetura voltada às novas expectativas do bloco.
A AWS descreve sua Nuvem Soberana Europeia como um ambiente “independente” para a Europa, localizada integralmente na UE e separada física e logicamente de outras regiões da AWS. Os dados e metadados que compõem a oferta terão residência total na EU, o que é crucial para muitas organizações que precisam garantir a soberania sobre suas informações.
A operação dessa nuvem soberana será realizada exclusivamente por residentes da UE, mitigando dependências críticas fora do território comunitário e assegurando a continuidade operacional diante de eventuais interrupções. Além disso, a AWS introduziu um novo modelo de governança, o “AWS European Sovereign Cloud: Sovereignty Reference Framework (ESC-SRF)”, que permitirá auditorias independentes dos requisitos de soberania.
A expansão a Portugal se dará através das Sovereign Local Zones, que também serão implantadas na Bélgica e nos Países Baixos. A ideia é estender o “perímetro soberano” a partir da região inicial na Alemanha, visando dois objetivos principais: garantir a soberania e residência dentro do país e reduzir a latência em serviços que dependem de respostas ágeis.
Esse movimento não é apenas um aditivo à infraestrutura local, mas representa uma oportunidade para melhorar o desempenho em serviços que requerem tempo de resposta quase em tempo real, como análise de dados e aplicações críticas em setores regulados.
Por fim, a AWS anunciou investimentos significativos em sua primeira região soberana na Alemanha e enfatizou que a expansão das Local Zones em Portugal se traduzirá em novas capacidades em nuvem e inteligência artificial, vislumbrando crescimento e inovação local, enquanto mantém a compatibilidade com seus serviços já existentes.






