No primeiro trimestre de 2026, o Índice de Custo do Trabalho (ICT) apresentou um aumento de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este incremento é uma leve desaceleração em comparação com o trimestre anterior, que havia registrado um crescimento de 7,6%. Os custos salariais, medidos por hora efetivamente trabalhada, subiram 5,0%, enquanto os outros custos aumentaram 4,6%.
A variação homóloga do ICT foi influenciada pela combinação do aumento de 4,9% no custo médio por trabalhador e pela diminuição de 0,1% no número de horas efetivamente trabalhadas por cada colaborador. O crescimento no custo médio foi observado em todas as atividades econômicas, com os maiores aumentos na Construção, onde os custos subiram 6,7%, e os menores na Administração Pública, que registrou um aumento de 4,5%.
Embora a Construção tenha apresentado um crescimento superior ao do trimestre anterior, as demais atividades mostraram aumentos mais modestos. Em termos de horas trabalhadas, foi verificada uma redução de 1,1% na Indústria, bem como uma queda de 0,3% na Construção e na Administração Pública. Por outro lado, os Serviços registraram um crescimento de 0,6% no número de horas efetivamente trabalhadas.
Consequentemente, o aumento do ICT foi notado em todas as classes econômicas, com destaque para a Construção, que mostrou o maior acréscimo com 7,0%. Esta tendência de aumento nos custos de trabalho, refletindo tanto o crescimento dos salários quanto a evolução das horas trabalhadas, levanta preocupações sobre a sustentabilidade econômica e a competitividade em diversos setores.
Origem: Instituto Nacional de Estatística





