Em um cenário econômico global cada vez mais competitivo, a inovação se destaca como motor essencial para o crescimento das empresas e da economia. Contudo, a criação de novas ideias e produtos demanda não apenas inovação, mas também proteção efetiva para que esse valor seja mantido. A Propriedade Industrial (PI) surge como um elemento crucial nesse contexto, transformando conhecimento em valor econômico sustentável.
Recentemente, no espaço da rubrica “Universo PI”, Madalena Oliveira e Silva, Presidente da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, enfatizou a importância da proteção de ativos intangíveis. “As empresas precisam proteger suas inovações, desde marcas a patentes, especialmente quando decidem se lançar em mercados internacionais”, afirmou. Portugal, nos últimos anos, se consolidou como uma economia aberta, com exportações projetadas para representar 43,6% do Produto Interno Bruto em 2025.
O registro de marcas e patentes em Portugal, no entanto, não garante proteção em outros países, o que traz riscos substanciais para empresas que buscam expandir internacionalmente. “Sem uma proteção adequada, há risco de apropriação indevida de inovações”, lembrou Silva. Para mitigar esses riscos, a AICEP trabalha ao lado de empresas em estágios diversos de internacionalização, ajudando a inserir a valorização da propriedade industrial como um fator crítico para a competitividade.
A experiência mostra que empresas que investem em inovação e propriedade intelectual tendem a se internacionalizar mais rapidamente e a atrair mais investimentos. Silva descreveu a PI como um “selo de credibilidade”, que fortalece a confiança do mercado, ao mesmo tempo em que aumenta o valor das empresas.
Além disso, Portugal se beneficia de um ecossistema de inovação dinâmico, entre universidades, startups e centros de pesquisa, que se conecta com oportunidades globais através da Rede Externa da AICEP. Esse investimento em inovação e tecnologia não apenas qualifica o tecido empresarial, mas também reestrutura cadeias de valor que impulsionam a capacidade exportadora do país.
À medida que o mundo avança na valorização do conhecimento e da tecnologia, a proteção de ativos intangíveis torna-se primordial. Silva destacou a necessidade de continuar educando empresas e empreendedores sobre a importância da PI como pilar da economia do conhecimento. A celebração dos 50 anos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial representa um marco para reforçar essa consciência coletiva.
Em um momento onde a inovação transcende fronteiras, proteger o que se cria é tão vital quanto a própria criação. Com uma estratégia orientada para a inovação e a proteção da propriedade industrial, Portugal se posiciona para converter criatividade em crescimento econômico significativo e uma presença robusta no cenário global.
Origem: Secretaria-Geral do Ministério da Justiça






