No quarto trimestre de 2025, o cenário do emprego em Portugal apresentou uma significativa movimentação entre os desempregados. Dos 326,4 mil indivíduos que estavam desempregados no terceiro trimestre, 52,2% (170,4 mil) permaneceram nessa condição, enquanto 30,6% (99,8 mil) conseguiram uma colocação no mercado de trabalho. O restante, 17,3% (56,4 mil), deslocou-se para a inatividade.
Analisando os dados por gênero, 32,6% (50,0 mil) dos homens e 28,8% (49,8 mil) das mulheres que estavam desempregados transitarem para o emprego, refletindo um leve desafio para a inclusão feminina em novas oportunidades laborais.
Ainda no mesmo período, as estatísticas indicam que 35,6% (74,4 mil) dos desempregados de curta duração e 22,5% (29,9 mil) dos inativos que pertencem à “força de trabalho potencial” conseguiram novos postos de trabalho. Em uma mudança mais ampla, 9,6% (75,0 mil) dos trabalhadores autônomos migraram para posições de emprego por conta de outrem, assim como 27,1% (88,6 mil) dos desempregados.
No que diz respeito aos contratos de trabalho, uma proporção significativa de 24,1% (165,0 mil) dos trabalhadores que possuíam contratos temporários confirmou a transição para contratos sem termo. Além disso, 19,4% (81,1 mil) dos que estavam em empregos de meio período passaram a trabalhar em tempo integral.
Vale destacar que 3,5% (178,1 mil) das pessoas que mantiveram seus empregos mudaram de função, e 3,4% (173,8 mil) continuaram a ter dois ou mais empregos.
Entre os jovens de 16 a 34 anos que estavam fora do mercado de trabalho, tanto em situações de emprego quanto de educação ou formação (NEEF), 24,3% (47,9 mil) conseguiram inserção no mercado laboral, e 19,2% (38,0 mil) iniciaram estudos ou formação.
Os dados de 2025 demonstram que 33,9% (119,1 mil) das pessoas que estavam desempregadas em 2024 ainda se encontravam nessa situação em 2025, enquanto 46,7% (164,0 mil) conseguiram um novo emprego. A transição para a inatividade foi de 19,4% (68,0 mil).
A análise dos homens desempregados mostrou que 48,9% (81,4 mil) ingressaram no mercado de trabalho, enquanto 44,7% (82,6 mil) das mulheres também conseguiram esse feito. Os resultados indicam um forte dinamismo laboral, reforçando a importância de políticas públicas que incentivem tanto a empregabilidade quanto a formação profissional entre a população.
Origem: Instituto Nacional de Estatística






