Em março de 2024, a taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação registrou a sua primeira elevação desde janeiro, subindo para 3,088%. Este aumento de 0,9 pontos base em relação ao mês anterior, que foi de 3,079%, sinaliza uma possível alteração nas condições do mercado imobiliário. Por outro lado, os contratos celebrados nos últimos três meses observaram uma redução na taxa de juro, que caiu de 2,871% em fevereiro para 2,830% em março.
O valor médio da prestação mensal fixou-se em 402 euros, o que representa um acréscimo de 5 euros comparado ao mês anterior e um aumento de 4 euros em relação ao mesmo período do ano passado. A proporção dos juros nos valores das prestações médias atingiu 48,8%, indicando um peso significativo dos encargos financeiros na vida dos mutuários. Nos contratos dos últimos três meses, a prestação média subiu para 700 euros, com um incremento anual de 15,9%.
Além disso, foi reportado que o montante médio da dívida dos créditos à habitação aumentou em 584 euros, totalizando 77 078 euros. Esses dados vêm à tona em um cenário onde os consumidores enfrentam desafios crescentes devido ao encarecimento das taxas de juro, gerando preocupação sobre a acessibilidade das moradias no futuro próximo.
Origem: Instituto Nacional de Estatística





