No primeiro trimestre de 2026, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador em Portugal apresentou um crescimento de 5,0%, atingindo 1.611 euros. Esse aumento, em comparação ao mesmo período do ano anterior, reflete uma melhoria significativa nas condições de trabalho no país. A contribuição regular e a componente base da remuneração também mostraram incrementos de 5,1%, estabelecendo valores de 1.428 euros e 1.335 euros, respectivamente.
Ao considerar a inflação, que é medida pela variação do Índice de Preços do Consumidor, o crescimento real da remuneração foi de 2,7%. As componentes regular e base, por sua vez, apresentaram um aumento real de 2,8%. Esses dados foram compilados a partir de informações relacionadas a 4,8 milhões de postos de trabalho, abarcando tanto beneficiários da Segurança Social quanto subscritores da Caixa Geral de Aposentações, indicando um aumento de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Quando observados detalhes por setor, os números revelam que a remuneração bruta total mensal média cresceu em quase todas as dimensões analisadas, como atividade econômica, dimensão da empresa, setor institucional, intensidade tecnológica e intensidade de conhecimento. Os setores que destacaram-se com os maiores aumentos foram “Agricultura, floresta e pesca”, que registrou um impressionante crescimento de 10,0%, seguido por empresas com 10 a 19 trabalhadores, que tiveram um aumento de 6,0%, e o setor privado, que viu uma alta de 5,3%. Além disso, as empresas de “Alta tecnologia industrial” marcaram um crescimento robusto de 7,2%, refletindo uma mudança positiva nas dinâmicas laborais e na valorização do trabalho em diferentes segmentos da economia.
Origem: Instituto Nacional de Estatística





