Em 2025, o setor de turismo em Portugal viu um crescimento moderado, com 29,9 milhões de chegadas de turistas não residentes, representando um aumento de 3,3% em relação a 2024. Embora o mercado espanhol tenha continuado a liderar, houve uma leve queda de 0,6%, com uma participação de 23,8% do total. O Reino Unido se manteve na segunda posição, com um crescimento de 1,9%, enquanto o mercado francês registrou uma queda de 2,9%, somando 10,9% do total.
Os dados revelam que a maioria dos meios de alojamento turístico recebeu 34,8 milhões de hóspedes, resultando em 89,7 milhões de dormidas, aumentos de 2,2% e 1,6%, respectivamente. O mercado interno contribuiu com 29,5 milhões de dormidas, representando 32,9% do total e um crescimento de 3,5% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, as dormidas provenientes de mercados externos somaram 60,2 milhões, mostrando um modesto crescimento de 0,6%.
Notavelmente, 70 municípios reportaram mais dormidas de não residentes do que de residentes. Entre os 25 municípios com uma alta taxa de dormidas não residentes, 10 estão na Região Autónoma da Madeira, 7 no Algarve, 5 nos Açores, 2 no Norte e 1 na Grande Lisboa. As dormidas de não residentes totalizaram 67,1% do total, evidenciando a dependência do turismo internacional, embora essa porcentagem tenha recuado 0,6 pontos percentuais em comparação com o ano anterior.
Outro destaque foi a redução da taxa de sazonalidade, que caiu para 36,4%, o menor nível desde 2013. Essa taxa foi mais alta entre residentes do que entre não residentes, mas ambas as categorias apresentaram uma diminuição.
Os residentes também mostraram um aumento na mobilidade, com 26,0 milhões de deslocações turísticas, um crescimento de 13,7%. As viagens dentro do país aumentaram 14,0%, enquanto as viagens internacionais cresceram 12,5%.
Por outro lado, a despesa média por turista caiu 4,2%, fixando-se em 265,1 euros por viagem. Nos deslocamentos domésticos, a média foi de 171,6 euros, enquanto as viagens para o exterior tiveram uma média de gastos de 803,2 euros, ambos abaixo dos valores de 2024.
Origem: Instituto Nacional de Estatística






