No Dia Mundial da Energia, o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal apresentou dados significativos sobre a evolução das energias renováveis no país, destacando a sua importância na transformação da matriz energética e no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 7). Em 2024, a produção de energia renovável em Portugal atingiu um novo recorde de 8 018 ktep, representando 39,4% do consumo de energia primária, com um aumento de 3,5 pontos percentuais em relação a 2023. Esse crescimento foi impulsionado principalmente por uma maior produção hídrica e fotovoltaica, mesmo com o petróleo mantendo-se como a fonte principal de energia, representando 40,8% do total.
Além disso, a eletricidade gerada a partir de fontes renováveis chegou a 86,2% da produção total, enquanto a capacidade instalada de energias renováveis alcançou 20 777 MW, o que equivale a 78,1% da potência total disponível para a produção de eletricidade. A tecnologia fotovoltaica destacou-se, com um crescimento de 45,6% na capacidade instalada em comparação ao ano anterior.
Entretanto, o setor dos transportes continua a ser um dos maiores desafios na transição energética, representando 35,6% do consumo de energia final entre 2015 e 2024. Apesar do aumento dos preços dos combustíveis rodoviários após um pico em 2022, os preços estabilizaram em 2024 e 2025. No início de 2026, os preços da gasolina e do gasóleo rodoviário subiram significativamente, refletindo a instabilidade nos mercados globais de energia. Apesar do aumento nos preços, o consumo de combustíveis rodoviários permaneceu estável, evidenciando uma baixa elasticidade do consumo a curto prazo.
A nível europeu, Portugal destaca-se na incorporação de energias renováveis, com uma quota de 36,3% no consumo final bruto de energia, superior à média da União Europeia (25,2%). Embora o país tenha ultrapassado a média da UE em eletricidade renovável (65,8% contra 47,5%), a integração de energias renováveis no setor dos transportes ainda apresenta desafios, com uma quota de 14,3%, superior à média da UE, mas considerando que o setor permanece como um dos mais exigentes na transição energética. A dependência energética do país continua acima da média da UE, refletindo a falta de produção interna de combustíveis fósseis e a prevalência do petróleo nos transportes.
Origem: Instituto Nacional de Estatística




