Em 2024, os dados do Índice Sintético de Desenvolvimento Regional revelam um panorama diversificado nas sub-regiões de Portugal. Das 26 sub-regiões NUTS III, cinco se destacam por ultrapassarem a média nacional em termos de desenvolvimento: Grande Lisboa, Área Metropolitana do Porto, Região de Coimbra, Região de Aveiro e Alto Minho. A Grande Lisboa, com um índice de 107,83, lidera o ranking, seguida pela Área Metropolitana do Porto com 103,10.
No que diz respeito à competitividade, a Grande Lisboa novamente se sobressai com um índice de 116,69, evidenciando uma clara vantagem sobre as demais sub-regiões. A Região de Aveiro e a Área Metropolitana do Porto também se destacam, com índices de 106,84 e 106,64, respectivamente. Essa dimensão de competitividade demonstrou ter a maior disparidade regional em comparação com a coesão e a qualidade ambiental.
Falando em coesão, o índice revela que nove NUTS III, principalmente da costa continental, superam a média nacional. Neste aspecto, a Grande Lisboa (108,80), a Região de Coimbra (106,20) e a sub-região do Cávado (104,25) se destacam com os índices de coesão mais acentuados.
Por outro lado, a qualidade ambiental apresenta uma realidade diferente, com 15 sub-regiões a superar a média nacional nesta dimensão. As regiões do interior e as Regiões Autónomas são as que se destacam, sendo a Região Autónoma dos Açores a líder com um índice de 113,84. Este panorama sugere uma menor disparidade regional em relação à qualidade ambiental do que a verificada nas áreas de competitividade e coesão. Assim, os dados de 2024 refletem tanto os avanços como os desafios que ainda persistem nas diferentes regiões de Portugal.
Origem: Instituto Nacional de Estatística




