O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os resultados do Inquérito Nacional de Saúde (INS) referente ao quarto trimestre de 2025, revelando preocupações significativas sobre os hábitos de saúde da população residente em Portugal. A pesquisa, apresentada no dia 24 de junho de 2026, destaca várias determinantes da saúde que afetam a qualidade de vida dos cidadãos.
Entre os dados mais alarmantes está a atividade física, com 28,5% da população com 15 anos ou mais não se deslocando a pé em nenhum dia de uma semana típica. Além disso, mais da metade (53,4%) da mesma faixa etária não pratica exercícios físicos regularmente, o que levanta questões sobre os níveis de sedentarismo no país.
No que diz respeito à alimentação, os resultados apontam que 68,3% dos entrevistados consomem frutas diariamente, enquanto 57,5% incluíam leite e produtos lácteos em sua dieta. No entanto, quase um terço da população (32,1%) consome peixe ou carne processada de uma a três vezes por semana. O consumo diário de refrigerantes açucarados também é preocupante, atingindo 8% da população.
A questão do peso excessivo também se destaca, com mais da metade dos indivíduos com 18 anos ou mais (57,1%) apresentando excesso de peso ou obesidade, refletido em um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 25 kg/m². Essa estatística levanta novas discussões sobre políticas de saúde pública e a promoção de hábitos alimentares saudáveis.
O consumo de bebidas alcoólicas também foi avaliado, mostrando que 55,9% da população com 15 anos ou mais consome álcool regularmente. Dentre esses, 15,3% fazem isso diariamente, enquanto 40,6% consomem de forma regular, mas não diária. Além disso, 42,5% indicaram ter se engajado em comportamento de consumo arriscado, utilizando pelo menos seis bebidas em uma única ocasião nos últimos 12 meses.
Em relação ao tabagismo, os dados mostram que 14,6% da população com 15 anos ou mais fuma, sendo que 12,7% são fumadores diários e 22,7% são ex-fumadores. Estes números reforçam a necessidade de programas de conscientização e apoio para deixar de fumar.
Por fim, a literacia em saúde apresentou variações significativas com a idade e o nível de escolaridade. A pesquisa revelou que 56,6% dos jovens entre 15 e 24 anos autoavaliaram sua literacia em saúde como adequada, enquanto apenas 16,6% dos idosos com 85 anos ou mais compartilharam essa avaliação. No contexto do ensino, 35,1% da população com educação básica considerou sua literacia adequada, em contraste com 59,8% entre aqueles com ensino superior. Esses resultados destacam a importância de iniciativas educacionais que promovam um maior entendimento sobre saúde e bem-estar ao longo da vida.
Origem: Instituto Nacional de Estatística






