O Instituto Nacional de Estatística (INE) apresentou os resultados do Inquérito Nacional de Saúde referente ao quarto trimestre de 2025, com ênfase nas novas Estimativas da População Residente, que foram integradas ao modelo de calibração. Este estudo revela uma abordagem mais rigorosa, considerando as mudanças metodológicas desde 2021 e o impacto da demografia nas estatísticas de saúde.
Entre os achados mais notáveis, as dores lombares destacam-se como a principal doença crónica em Portugal, afetando 3,2 milhões de pessoas com 15 anos ou mais, representando quase um terço da população investigada. Além disso, foi constatado que a condição afeta também consideravelmente os jovens entre 25 e 34 anos.
Outras condições significativas incluem a hipertensão arterial, reportada por 25,6% da população, e o colesterol elevado, que atinge 23,8%. Problemas cervicais e alergias foram mencionados por 21,6% e 20,2% dos inquiridos, respetivamente, enquanto 19,0% relataram artrose.
No que diz respeito à saúde oral, 56,4% dos residentes consideraram sua saúde bucal como boa ou muito boa, em contraste com 11,9% que a avaliaram como má ou muito má. Esta discrepância pode estar relacionada com o fato de que 60,7% da população consultaram um dentista nos últimos 12 meses.
No cenário nutricional, mais da metade da população adulta possui excesso de peso ou obesidade, com 57,1% apresentando um índice de massa corporal de 25 kg/m² ou mais. Os dados também revelam preocupações sobre hábitos alimentares, com apenas 40,6% dos entrevistados consumindo legumes e saladas diariamente e 55,9% consumindo álcool regularmente.
Quanto ao tabagismo, 14,6% da população com 15 anos ou mais se identificam como fumadores, sendo 12,7% deles fumantes diários. Em contraste, 84,6% somam-se aos não fumadores, incluindo 61,9% que nunca fumaram.
As dificuldades sensoriais e físicas também foram destacadas, com aproximadamente 22,8% da população relatando dificuldades em ouvir em ambientes ruidosos, além de utilizar a memória e concentração. Superando essa cifra, 20,5% dos inquiridos relataram dificuldades visuais. Os resultados do inquérito oferecem um panorama abrangente da saúde da população portuguesa, evidenciando a importância de continuar a monitorar e implementar políticas de saúde pública eficazes.
Origem: Instituto Nacional de Estatística




