Em um comunicado emitido nesta terça-feira, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, expressou sua perplexidade diante dos crescentes relatos de violência que têm caracterizado os protestos no Irã. Segundo informações verificadas, centenas de pessoas perderam a vida e milhares foram detidas nas manifestações que eclodiram em várias cidades do país.
Turk fez um apelo rigoroso às autoridades iranianas, insistindo na necessidade de cessem imediatamente todas as formas de repressão aos manifestantes pacíficos. Ele também enfatizou a importância de restaurar o acesso à internet e aos serviços de telecomunicações, destacando que isso é essencial para garantir os direitos básicos dos cidadãos e para permitir uma verificação independente dos eventos que se desenrolam.
O alto comissário condenou energicamente o assassinato de manifestantes pacíficos e a caracterização deles como “terroristas”, uma estratégia que ele considerou inaceitável para justificar a violência. Turk ressaltou que a população iraniana, assim como no ano passado, tem exigido mudanças significativas na governança do país, e que as autoridades estão respondendo com uma repressão intensa.
Além disso, a situação humanitária é alarmante, com hospitais em estado de sobrecarga devido ao grande número de feridos, incluindo crianças. Informações indicam também que membros das forças de segurança foram mortos durante os confrontos. As interrupções nas telecomunicações e o acesso à internet têm dificultado o monitoramento da real situação no terreno e a obtenção de informações precisas.
O alto comissário manifestou preocupação com declarações de autoridades judiciais que sugerem a possibilidade de pena de morte para os manifestantes através de julgamentos apressados. Desde o dia 8 de janeiro, um corte generalizado na internet foi imposto, limitando severamente a liberdade de expressão e o acesso à informação, além de prejudicar o funcionamento de serviços de emergência.
Para encerrar, Turk reafirmou que os iranianos têm o direito de se manifestar pacificamente e que suas preocupações devem ser ouvidas e tratadas de maneira justa, e não utilizadas como uma ferramenta para silenciá-los.
Origem: Nações Unidas






