A Organização Mundial da Saúde (OMS) intensificou suas operações em Moçambique, oferecendo suporte vital às províncias afetadas pelas cheias, especialmente na província de Gaza, que tem enfrentado os efeitos mais devastadores das inundações. A agência da ONU está trabalhando para facilitar a ação de equipes de saúde no campo e apoiar as operações humanitárias em andamento.
De acordo com Sinésia Sitão, chefe do programa de emergência da OMS em Moçambique, a organização já estava no local desde o início do planejamento de contingência para abordar a crise. A OMS está proporcionando assistência logística e treinamento, permitindo a reposição de medicamentos essenciais para salvar vidas. Sitão destacou a importância de garantir a continuidade dos serviços de saúde, enfatizando que os pacientes feridos devem receber atendimento imediato, além de implementar um sistema de monitoramento para prevenção de surtos de doenças.
As condições de higiene e o acesso à água potável são preocupações crescentes nas áreas afetadas, onde muitas pessoas estão deslocadas e vivendo em situações precárias. Isso aumenta o risco de doenças infecciosas, o que é uma prioridade para a OMS, que está colaborando com o governo moçambicano na resposta a essa questão. Paralelamente, a saúde mental também é uma preocupação emergente, com a necessidade de apoio psicossocial para aqueles que enfrentam este período crítico.
Paulo Tomás, porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (INGD), ressaltou a necessidade urgente de resgatar cerca de 4 mil pessoas isoladas em distritos como Magude, Manhiça, Chókwé e Guijá. Ele chamou a atenção para a dificuldade que essas populações enfrentam, sem acesso a alimentos ou água potável. Com o apoio de nações vizinhas e diversas organizações, a prioridade é garantir a retirada e segurança dessas pessoas.
Em um apelo global por ajuda, Sinésia Sitão alertou que a previsão de um aumento nas infecções decorrentes das inundações justifica a necessidade de mais recursos para a saúde pública. A OMS está exhortando a comunidade internacional a apoiar Moçambique no combate a doenças diarreicas, malária e infecções respiratórias agudas, à medida que a crise se agrava.
Desde o início da estação chuvosa, já foram confirmadas 242 unidades de saúde danificadas, com 144 pessoas feridas e cerca de 96 mil desalojados acolhidos em 91 centros de abrigo ativos, de acordo com o INGD. A situação continua a exigir atenção e ação urgente para mitigar os impactos das cheias e proteger a saúde da população afetada.
Origem: Nações Unidas






