A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um apelo urgente neste 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, para ajudar as vítimas do conflito no Oriente Médio. A agência da ONU solicitou US$ 30,3 milhões, com foco em nações como Líbano, Irã, Iraque, Síria e Jordânia, em um momento em que a violência e o deslocamento em massa têm pressionado severamente os sistemas de saúde locais.
A iniciativa da OMS abrange o período de março a agosto e busca financiar serviços essenciais em regiões onde a violência se intensificou, resultando em mais de 4,3 milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas. Além do aumento no número de feridos devido ao conflito, a OMS destaca a crescente demanda por cuidados médicos em áreas já sobrecarregadas, que precisam lidar com doenças crônicas e a saúde materno-infantil.
A situação se torna ainda mais crítica com ataques à infraestrutura de saúde, que têm levado a interrupções no fornecimento de água, energia e serviços de vacinação, exacerbando surtos de doenças. A OMS denunciou que a escassez de recursos está afetando a capacidade dos profissionais de saúde de atender os pacientes, especialmente aqueles com traumas relacionados ao conflito.
Além de priorizar o atendimento de traumas, a OMS pretende reforçar os sistemas de vigilância epidemiológica e alerta precoce. O financiamento proposto também serve para melhorar as cadeias de suprimento e a logística necessária para garantir a entrega de medicamentos e equipamentos fundamentais. A OMS reafirma a necessidade de fortalecer a capacidade dos países para gerenciar emergências de saúde pública e preparar-se para riscos químicos, biológicos, radiológicos e nucleares, que podem se agravar em cenários de conflito.
Origem: Nações Unidas





