Evolução das Cartões SD: De 8 MB a 128 TB em 25 Anos
No ano 2000, quando os celulares ainda armazenavam poucas mensagens de texto e as câmeras digitais começavam a ser populares, três gigantes da tecnologia — SanDisk, Panasonic e Toshiba — apresentaram um novo padrão de armazenamento portátil: o cartão Secure Digital (SD). Com uma capacidade máxima inicial de apenas 8 MB, o cartão era suficiente para armazenar algumas fotos de baixa resolução.
Vinte e cinco anos depois, a trajetória do cartão SD é marcada por uma evolução constante, impulsionada pela colaboração da indústria e pelo avanço da memória flash. Atualmente, é comum encontrar cartões com capacidades de até 1 TB no mercado, com especificações teóricas que chegam a impressionantes 128 TB, tudo isso mantendo o mesmo formato compacto que cabe na ponta do dedo.
O Nascimento de um Padrão Global
Na década de 1990, o mercado de memórias era fragmentado, com múltiplos formatos como CompactFlash e Memory Stick, dificultando a compatibilidade. A união entre SanDisk, Panasonic e Toshiba, iniciada em 1998, visava criar um formato universal e escalável. O resultado foi a apresentação do cartão SD em 2000 e a criação da SD Association (SDA), responsável por promover o padrão.
A adesão foi rápida; em menos de um ano, mais de 70 empresas haviam se juntado à associação, e em 2010, esse número superava mil. Essa colaboração explica o sucesso do SD como padrão em câmeras digitais, smartphones e drones.
Evolução e Capacidades
Desde o seu lançamento, o cartão SD passou por quatro gerações principais:
- SD (2000): Capacidade máxima de 2 GB, utilizado principalmente em câmeras digitais compactas.
- SDHC – High Capacity (2006): Capacidade de até 32 GB, permitindo gravação de vídeos em HD.
- SDXC – eXtended Capacity (2009): Capacidade de até 2 TB, ideal para vídeo 4K e câmeras avançadas.
- SDUC – Ultra Capacity (2018): Capacidade teórica de 128 TB e velocidades de até 624 MB/s, voltado para aplicações profissionais.
A Dominação da microSD
Em 2005, surgiu a microSD, um formato menor focado em dispositivos móveis. Hoje, ela é a mais utilizada em smartphones, câmeras de ação e drones, oferecendo as mesmas capacidades que os cartões SD tradicionais.
Velocidade e Futuro
Conforme a demanda por vídeos em alta definição e fotografia em ráfaga aumentava, foi necessário inovar também na velocidade de leitura e escrita. As classes de velocidade foram introduzidas em 2006, seguidas pela interface UHS, que aumentou significativamente a velocidade de transferência.
Apesar dos desafios enfrentados, como a crescente adoção de memórias internas soldadas e armazenamento em nuvem, a versatilidade e a facilidade de substituição dos cartões SD garantem sua relevância, especialmente em fotografia e vídeo profissional.
O futuro aponta para uma maior adoção do SD Express, indispensável em câmeras de cinema digital e na realidade virtual, onde a velocidade é tão crucial quanto a capacidade. Os cartões SD, após 25 anos de inovação, continuam a servir como um pilar fundamental na tecnologia de armazenamento.