A NTT DATA, uma das principais empresas de tecnologia, anunciou que a sociedade está entrando na chamada “era da inteligência massiva”, um período em que os sistemas digitais não apenas automatizam tarefas, mas também aprendem, se adaptam e agem de forma cada vez mais autônoma. Este conceito foi detalhado no relatório “NTT DATA Technology Foresight 2026”, publicado recentemente.
O documento destaca a urgência de promover um crescimento sustentável em um contexto onde a inteligência artificial (IA) se torna acessível para bilhões de pessoas. Embora a automação tenha facilitado processos, a NTT DATA enfatiza que o verdadeiro desafio agora é “dar sentido” ao uso da tecnologia, priorizando propósito, confiança e sustentabilidade em vez de apenas acelerar processos.
O relatório apresenta seis macrotendências que são vistas como a arquitetura do futuro imediato, apontando para uma mudança de um paradigma baseado na automação para outro focado na autonomia. A primeira tendência, chamada de “Autonomia orquestrada por humanos”, redefine a autonomia como uma forma de inteligência onde as intenções humanas guiam a execução da IA de maneira responsável. Isso inclui garantias de que ações autônomas sejam atribuíveis e auditáveis.
Outra tendência abordada é a “Capacidade agêntica e emoções”. A NTT DATA sugere que sistemas digitais do futuro não apenas executarão tarefas, mas também compreenderão emoções humanas, ajustando sua comunicação e interação. Esta nova camada de empatia digital pode impactar áreas como educação e saúde, mas também levanta questões éticas sobre privacidade e consentimento.
A terceira macrotendência, “Inteligência em que confiamos”, enfatiza que, à medida que a autonomia e sistemas emocionais crescem, a confiança se torna um fundamento vital. A segurança da IA deve ser uma prioridade tanto para proteger os dados quanto para garantir que as decisões tomadas por esses sistemas possam ser auditadas.
Entre as demais tendências, “Infraestrutura informada” propõe um novo olhar sobre a infraestrutura digital, transformando-a em um ativo estratégico capaz de otimizar custos e agilidade. Já “Ecosistemas soberanos de silício” discute a crescente importância dos semiconductores na competitividade global, enquanto “De eficiência a suficiência” ressalta a necessidade de um enfoque mais sustentável e responsável no uso de recursos.
A NTT DATA conclui o relatório com um convite à sociedade: a tecnologia deve ser vista não como um fim, mas como um meio para construir um futuro mais ético, humano e duradouro. “A vantagem competitiva não será apenas automatizar, mas orquestrar”, afirmam os especialistas da empresa.






