No terceiro trimestre de 2025, o mercado de telefonia fixa em Portugal apresentou uma queda significativa tanto no número de clientes quanto no volume de acessos. A taxa de penetração dos acessos telefónicos principais atingiu 50,7 acessos por 100 habitantes, enquanto os acessos instalados a pedido de clientes residenciais alcançaram 89,9 por 100 agregados domésticos. No entanto, o total de clientes do serviço telefônico fixo mostrou uma redução de 0,8%, totalizando cerca de 4,4 milhões de assinantes.
Adicionalmente, houve uma diminuição de 1,3% nos acessos, com um total de 5,5 milhões de acessos equivalentes contabilizados. Os acessos suportados em redes de nova geração, como FTTH e redes móveis em local fixo, representaram 94,9% do total, enquanto os acessos analógicos sofreram uma queda de 27,9%, reduzindo sua participação para apenas 2,6%.
O número de postos públicos também caiu drasticamente, em 33,4%, somando cerca de 5,3 mil unidades. O tráfego originado desses postos diminuiu 17%, refletindo uma tendência contínua desde 2016, onde a substituição das chamadas fixas por comunicações móveis e internet se intensificou.
No que diz respeito à portabilidade, cerca de 1,9 milhões de números geográficos foram portados até o final do trimestre, com um aumento significativo em relação ao ano anterior. O volume de minutos originados na rede fixa também apresentou uma diminuição de 10,5%, com reduções notáveis em diversos tipos de chamadas.
As quotas dos operadores mostraram que a MEO liderou o mercado com 42,1% dos clientes de acesso direto, seguida pelo Grupo NOS com 34,3%, a Vodafone com 21,1% e o Grupo DIGI/NOWO com 2,0%. Apesar das perdas generalizadas no setor, a MEO e o Grupo NOS conseguiram aumentar sua participação em 0,2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.
Origem: Portal Consumidor Anacom






