O mercado residencial em Portugal tem testemunhado um crescimento significativo na oferta de casas novas. Segundo um relatório recente do idealista, a construção de novas habitações mais do que dobrou nos últimos cinco anos, com quase 21.000 unidades disponíveis para venda no final de 2025. No entanto, essa expansão não é suficiente para atender à demanda, uma vez que a oferta é rapidamente absorvida por uma procura elevada, o que resulta em preços que muitas famílias não conseguem arcar.
Lisboa e Porto lideram a oferta de novos imóveis, concentrando cerca de 75% das vendas de casas novas nas grandes cidades, seguidos por Funchal e Braga. Em contrapartida, cidades do interior, como Portalegre e Vila Real, apresentam uma oferta significativamente menor. Além disso, os preços das casas novas estão, em média, 40% acima dos imóveis usados, tornando a compra uma opção inviável para muitas famílias, com o preço médio nacional atingindo 4.165 euros por metro quadrado.
Para mitigar essa crise habitacional, o governo de Montenegro introduziu um pacote fiscal que prevê a redução do IVA na construção de novas casas, com o intuito de facilitar o acesso à habitação. Até o momento, os sinais no licenciamento de novas construções são positivos, com um aumento no número de fogos licenciados em 2025. No entanto, existem preocupações de que a incerteza em torno da aplicação prática do novo IVA possa levar alguns promotores a pausar projetos, o que poderia afetar a oferta futura e a rápida absorção do mercado.
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