No primeiro trimestre de 2026, as reclamações sobre serviços de comunicações experimentaram um aumento significativo, conforme revelado pelo recente relatório da ANACOM. Após uma queda de 11% no último trimestre de 2025, o número de queixas voltou a subir, atingindo aproximadamente 29,1 mil reclamações registradas, o que representa um aumento de 7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A maioria dessas reclamações está relacionada aos serviços postais, que por sua vez, apresentaram um crescimento de 16%, totalizando 10,8 mil ocorrências e compondo 37% do total de reclamações.
No que se refere às comunicações eletrónicas, o número de reclamações cresceu 2%, somando 18,2 mil queixas, o que corresponde a 63% do total. O livro de reclamações eletrónico teve uma participação maior, concentrando 72% das reclamações apresentadas, com um aumento de 25% em relação ao ano anterior. Por outro lado, o livro de reclamações físico viu uma queda de 30%, representando apenas 24% do total. O canal de atendimento da ANACOM também se destacou, com um aumento notável de 87%, atribuído principalmente às falhas de serviços causadas por eventos meteorológicos extremos.
Geograficamente, Leiria liderou em reclamações relacionadas a comunicações eletrónicas, com 36 queixas a cada 10.000 habitantes, seguida de Coimbra. Em serviços postais, Lisboa se destacou com 15 reclamações por 10.000 habitantes. Entre os operadores, a MEO foi a companhia mais reclamável, acumulando cerca de 7 mil queixas, enquanto a Vodafone foi a única a registrar uma diminuição no número de reclamações. Entre as principais razões para as reclamações, a demora na resolução de falhas continuou a ser o motivo mais recorrente, representando 29% do total de queixas em comunicações eletrónicas, refletindo os impactos adversos das condições climáticas.
Origem: Portal Consumidor Anacom



